- 05 de janeiro de 2026
Sem funcionamento
Os Restaurantes Populares, administrados pela Prefeitura de Boa Vista, estão fechados desde o ano passado. As unidades, que antes atendiam cerca de duas mil pessoas com refeição balanceada e de baixo custo, hoje estão sucateadas e sem nenhuma condição de funcionamento.
Nesta segunda-feira (14), a prefeita Teresa Surita esteve no restaurante do Mecejana acompanhada pela secretária municipal de Gestão Social, Edileusa Gomes. O local já foi arrombado várias vezes e diversos materiais e equipamentos foram roubados, entre condicionadores de ar, bebedouros, liquidificador industrial, cadeiras, mesas, portas, pratos, talheres e copos.
Conforme relatório apresentado pela Secretaria Municipal de Gestão Social, o prédio apresenta graves problemas estruturais, como vazamento na tubulação de gás, ferrugem, sistema hidráulico comprometido, portas e janelas quebradas, não tem água e nem energia elétrica. A sujeira e o mato tomaram de conta do local.
A prefeita afirmou que a situação é caótica. Ela explicou que não foi feito qualquer comunicado ao Ministério do Desenvolvimento Social sobre o fechamento das unidades. A estrutura está depredada e, além disso, não houve preocupação com a segurança do local e por isso as unidades foram saqueadas.
“Estamos enfrentando problemas graves nesse início de administração. A situação da Prefeitura é bem pior do que se esperava e um exemplo disso são os restaurantes populares, que não possuem a mínima condição de oferecer qualquer tipo de atendimento”, enfatizou Teresa.
A prefeita destacou ainda que está tomando todas as providências para os responsáveis por esta situação respondam legalmente e para que as unidades possam ser reconstruídas. Segundo ela, ainda não há previsão, mas a Prefeitura está trabalhando para que os restaurantes voltem à população, oferecendo serviços de qualidade e com regularidade.
Restaurantes - Os restaurantes funcionavam de segunda a sexta-feira, das 11h às 14h, em locais estratégicos para atender trabalhadores e famílias do próprio bairro e adjacentes. O cardápio era composto por arroz, feijão, salada, carne ou frango e sobremesa, e custava R$ 2,50.
Para o aposentado Vivaldo Leandro da Silva, que costumava almoçar todos os dias no restaurante popular do Mecejana, quem perde com isso é somente a população. “O restaurante popular era uma alternativa para as pessoas que não tem condições de pagar marmitas durante toda a semana, e também para os trabalhadores. O preço era acessível, a comida boa e balanceada. Famílias inteiras costumavam almoçar ali”, disse.
A estrutura dos restaurantes foi montada visando principalmente maior conforto a população, locais higiênicos e espaçosos para garantir a comodidade dos usuários. Os restaurantes contavam com almoxarifado, sala de preparo de marmitex, câmara frigorífica para armazenamento de carnes e frios, câmara refrigerada para armazenamento de hortifrutigranjeiros, além de uma antecâmara frigorífica que servia para manter a qualidade de produtos que necessitavam de menor refrigeração.
Eram 12 banheiros de serviço com vestuário, sendo dois para portadores de necessidades especiais. O lixo também tinha tratamento especial. Duas salas eram utilizadas para armazenar corretamente o lixo, separado em resíduos sólidos e úmidos, atendendo as normas da Vigilância Sanitária.