- 05 de janeiro de 2026
O fotógrafo Janderson Nobre alegou ter sido vítima, no último dia 23 de dezembro, de truculência praticada pelo Ten Cel QOPM Edison Prola, chefe da Casa Militar do Governo do Estado, quando, a serviço do jornal Folha de Boa Vista, cobria evento oficial patrocinado e promovido pelo governo de Roraima.
Embora a princípio tenha tomado conhecimento dos fatos apenas extraoficialmente, o SINJOPER – Sindicato dos Jornalistas do Estado de Roraima, provocado por solicitação de sua vice-presidente, Márcia Seixas, Reg. Prof. No. 1512 MTb-DRT-DF, vem a público para, oficialmente, fazer os seguintes esclarecimentos:
1. Em consonância com o comportamento adotado historicamente pela FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas – e pelos sindicados da categoria em todo o Brasil, que mantêm permanente luta contra o arbítrio, a prepotência, a violência e os ataques à liberdade de expressão, o SINJOPER garante que jamais se afastará do seu dever de enfrentar e condenar qualquer atitude que fira os princípios inscritos na Carta Magna que, nas suas cláusulas pétreas, asseguram o pleno e irrestrito direito de exercício da profissão de informar;
2. No caso em questão, em nenhum momento a vítima ou o jornal procurou esta entidade para formalizar denúncia sobre o ocorrido e solicitar uma posição do órgão de classe ou a tomada de providências contra aquela autoridade dentro dos limites de sua competência como órgão de defesa profissional;
3. O SINJOPER deixa claro que, para adotar qualquer providência nesse sentido, torna-se necessário que o senhor Janderson Nobre se dirija a esta entidade formalizando tal pedido e no qual devem constar, obrigatoriamente, sua qualificação pessoal e o registro profissional que o habilitou a exercer a função de Repórter Fotográfico;
4. No caso de esse pedido ser feito pela empresa empregadora, o mesmo deve trazer as informações descritas no item 3 e mais cópia das anotações do contrato de trabalho;
5. A fim de que não venham a se repetir problemas como o que foi relatado acima, este sindicato orienta os profissionais de imprensa, sócios ou não desta entidade, para que sigam sempre o que estabelece o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros e acatem as orientações de organizadores de solenidades, oficiais ou não, quanto a credenciamentos, identificações e respeito aos limites físicos dos locais destinados ao posicionamento de qualquer um no exercício da profissão quando da cobertura desses eventos;
6. O SINJOPER lamenta também que membros da categoria tenham aproveitado o ocorrido para, através da prática de excessos em redes sociais, apelar para ofensas e agressões verbais aos que manifestaram opinião contrária à sua, numa clara demonstração de afetação política e falta de preparo para um debate de alto nível e produtivo sobre os direitos e deveres dos profissionais de imprensa, levando as discussões a um nível que em nada contribui para garantir o direito daqueles que exercem a sagrada missão de informar;
7. Por fim, o SINJOPER e sua diretoria se solidarizam com o ofendido, reiteram sua repulsa a qualquer ato de violência contra quem quer que seja e mantém abertos os canais necessários para receber toda e qualquer manifestação dos profissionais de imprensa e, de forma vigilante, buscar a defesa da integridade física e da dignidade de todos os jornalistas.
Boa Vista, 31de dezembro de 2012
JOSÉ AROLDO PINHEIRO
Presidente