- 05 de janeiro de 2026
Novos rumos para a CERR
Hanna Gonçalves/Secom-RR
Durante entrevista coletiva, na manhã desta quarta-feira (28), o governador José de Anchieta anunciou que já a partir de janeiro de 2013 a gestão da Companhia Energética de Roraima (CERR) será compartilhada com o governo federal. Das quatro diretorias da Companhia, três serão ocupadas pela Eletrobrás e uma pelo governo estadual.
O protocolo oficial de transferência da CERR para o governo federal foi assinado na última segunda-feira (26), em Brasília, pelo governador Anchieta, pelo ministro das Minas e Energia, Edison Lobão e pelo presidente da Eletrobrás, José da Costa Neto.
Anchieta explicou que o sucateamento da CERR ocorreu no período de 1995 a 2004. “Quando o governador Ottomar deixou o governo em 1994, a CERR tinha despesas compatíveis com a receita. Quando ele voltou ao governo em 2005, encontrou a empresa com o patrimônio dilapidado e com a gestão deficitária”, ressaltou.
Em 1988, o governo federal dividiu as concessões de energia em Roraima. A Eletrobrás ficou responsável pelo fornecimento de energia na capital e a CERR com a geração e distribuição de energia no interior. Roraima foi último estado a devolver à União sua companhia energética, como aconteceu recentemente no Amapá.
O governador disse que a Companhia custa aos cofres públicos R$80 milhões e arrecada apenas R$20 milhões anualmente. “O Estado ganha com esse processo, pois seremos interligados ao sistema nacional com a chegada do linhão de Tucuruí e teremos uma posição estratégica. Futuramente, poderemos vender energia aos países do Caribe, por meio do linhão de Guri”, destacou.
A previsão é que em 2015 a energia de Tucuruí chegue a Boa Vista, interligando definitivamente Roraima ao sistema nacional.
Um plano de contingência também foi protocolado junto a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para restabelecer o equilíbrio entre despesas e receitas. A Secretaria do Tesouro Nacional viabilizará um financiamento de R$650 milhões. Metade desse valor será usada para o pagamento de dívidas com fornecedores e o restante para custeio e investimentos.
O valor do financiamento foi baseado em estudos realizados por técnicos da Eletrobrás que estiveram em Roraima. “Nesse protocolo, nossa principal preocupação foi com a manutenção do emprego e iremos tomar todas as medidas para não haver prejuízos”, disse o governador.
Anchieta destacou ainda que a federalização da CERR foi possível devido à insistência do governo estadual e ao apoio recebido do senador Romero Jucá e do deputado federal Luciano Castro. “Depois da transferência das terras, essa foi a segunda maior conquista do Estado. Foi uma luta que começou com o Ottomar e demos continuidade nos nossos cinco anos de governo”, ressaltou.