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Justiça

Expondo as facetas


Expondo as facetas

Sim, amigo leitor, é verdade que respondo 18 ações judiciais movidas pelo senador Mozarildo Cavalcanti, e em uma delas, com grau de recurso, fui condenado a quatro meses de reclusão pela Justiça do Distrito Federal.
 
Sobre essa condenação, que considero equivocada e injusta, vou provar na Justiça que em nenhum momento tive qualquer intenção de chamá-lo de "ladrão",  clamando a atenção para três fatos da Coluna que escrevi:
 
Primeiro, na nota "Sobre ladrões e ladrões", me referí, e o leitor roraimense sabe muito bem disso, à declaração do vereador Josiel Wanderley que diferenciava "ladrões do povo com ladrão de galinha que rouba só pra fazer uma boquinha" baseado na prisão de um cidadão flagrado roubando comida em um supermercado. A declaração foi repercutida na coluna de Júnior Brasil, edição do dia 17/03/2012 aqui no Fontebrasil. E eu, discordei da declaração do vereador Josiel, daí a minha nota. Daí a minha condenação. Ver abaixo a nota de JB:
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Segundo, as notas sobre os gastos de Mozarildo Cavalcanti com "alimentação" têm um final, ou seja, o assunto é claramente encerrado quando concluo minha opinião comentando que "Mozarildo confunde as coisas. Nem tudo que é legal não é imoral". Portanto, a partir dalí, a nota seguinte "Sobre ladrões e ladrões" em nada, nada, nada tinha e muito menos tem a ver com o senador Mozarildo Cavalcanti. Que, creio, maliciosamente, vestiu uma carapuça como meio de promover mais uma ação judicial contra quem teve a ousadia de criticá-lo e de expor seus gastos com verba indenizatória que nós, contribuintes, lhe pagamos.
 
Terceiro, nunca, em Roraima, se divulgou ou teve-se conhecimento de qualquer ato ou qualquer denúncia e sequer acusação de que Mozarildo tenha tido qualquer envolvimento com ações de desvio de dinheiro público ou que tratasse de conduta irregular ou criminosa dele envolvendo desvio de dinheiro ou apropriação indébita de recursos públicos. Como, então, poderia lhe fazer qualquer tipo de insinuação de que é "ladrão"?
 
Há um detalhe desconhecido da Justiça do Distrito Federal acerca dessas 18 ações que Mozarildo procura me condenar, o fato dele procurar aqui, e não em Boa Vista onde mora e onde estão os leitores do site e a sociedade que o conhece e votou nele. Sem conhecer a sociedade roraimense, sem saber como Mozarildo é visto como político e sem saber do cotidiano do que ocorre lá, fica mais fácil para ele tentar induzir a Justiça do DF a me condenar. Prova disso, está no fato da declaração do vereador Josiel Wanderley, na repercussão dessa declaração junto aos meios político e social de Boa Vista, e de eu ser condenado por também comentá-la. 
 
Equivocadamente, a sentença que me condena aponta que "não há como dissociar o conteúdo do tópico subseqüente - "sobre ladrões e ladrões" - da pessoa do querelante (Mozarildo)". Ora, como não?
 
Repito: o assunto sobre Mozarildo Cavalcanti e seus gastos com verba indenizatória encerrou claramente quando concluir que "nem tudo que é legal não é imoral", respondendo à declaração dele de que "o Senado permite (tais gastos)".
 
A informação e o esclarecimento do motivo da nota "Sobre ladrões e ladrões" e de como em particular, construo a Coluna que escrevo e publico, dados à Justiça durante meu interrogatório, que tratavam de declaração do vereador Josiel Wanderley sobre diferenças de ladrões, sequer foram levadas em conta. Sequer foram analisadas.
 
A informação. esclarecimentos e documentos (provas) que apresentei em meu depoimento fazem parte da palavra de um homem, de um cidadão de bem, prestada à Justiça, que deixou de lado a presunção da verdade. Em que sociedade vivemos quando a palavra de um cidadão não vale nada, nem quando ela vem acompanhada de fatos e documentos que a comprovam? 
 
Outro ponto no meu depoimento não observado: Roraima é o estado do país que mais sofre com atendimento de banda larga de internet. Menos de 10% de seus habitantes acessam diariamente a Internet, e desses, nem 10% acessam diariamente o Fontebrasil. Como, então, posso ter passado "para todo o estado" as mazelas do senador Mozarildo, como ele alega em sua petição? 
 
Assim como o juiz vive da justiça de seus vereditos, o jornalista vive da sua credibildade. Seria da minha parte totalmente leviano e criminoso acusar alguém pelo o que não fez. Jornalista sem credibilidade não tem como atuar porque a verdade dos fatos é sua matéria prima sem a qual não vive.
 
Se nunca houve nada que apontasse que Mozarildo Cavalcanti é "ladrão", como poderia eu ser leviano com a minha profissão, e passar recibo de mentiroso para a sociedade haja vista que vivo da verdade dos fatos e da credibilidade do meu trabalho?
 
Portanto, estaria eu, caso assim o acusasse, cometendo além de difamação pura, batendo de frente com o que a sociedade tem conhecimento. Indo de contra à verdade. Jogando por terra a credibilidade que tenho.
 
Em duas ocasiões, há mais de um ano, publiquei que Mozarildo poderia ser um senador de atuação frágil, tanto que foi chamado em público de "senador meia-sola" pelo governador José de Anchieta. Porém, não tinha nada que lhe manchasse o nome com envolvimento em casos de desvio de dinheiro público ou corrupção, \"\"comuns a tantos políticos em Roraima.
 
Cabe aqui destacar que é verdade que Mozarildo nunca enviou qualquer pedido de resposta ao Fontebrasil ou utilizou os veículos de comunicação que paga com verba indenizatória para esclarer acerca do que publiquei a seu respeito e sobre os gastos que considero abusivos com a verba indenizatória (pública) em almoços e jantares em restaurantes de luxo em Brasília, e tenha preferido ir direto à Justiça.
 
Sim, a Justiça do Distrito Federal não sabe, mas a de Roraima tem pleno conhecimento de que Mozarildo Cavalcanti além de desfrutar caros almoços e jantares em restaurantes requintados de Brasília, Belém, Gramado e outras cidades, usa dinheiro público para pagar divulgação de suas atividades. Mas pelo visto, embora tenha se sentido ofendido e desonrado 18 vezes por mim - como alega -, em nenhuma dessas ocasiões, ele fez questão de expor a sua verdade do que publiquei sobre ele e seus atos. Mozarildo nunca fez questão de dizer ao leitor do site como conseguia gastar R$ 500, R$ 1 mil, R$ 2 mil e até mais de R$ 3 mil com uma só "alimentação".
 
Do mesmo modo, Mozarildo nunca esclareceu por que foi ressarcido com dinheiro do contribuinte as passagens aéreas e a hospedagem em hotel cinco estrelas em Belém, no Pará, para comemorar o aniversário da mãe. Sim, da mesma forma como preferiu usar a justiça como forma de me constranger e intimidar, Mozarildo preferiu nada responder, esclarecer ou justificar os gastos que bancamos com sua "alimentação" e suas viagens comemorativas. Será que o leitor do site ou seus eleitores não têm direito a tais questionamentos que, segundo ele, ferem a sua honra?
 
A verdade é que, se Mozarildo tivesse tanto interesse em desmentir o que publiquei, ele teria usado o direito de resposta, enviado e-mail para o site ou usado o blog Fato Real, que banca com dinheiro da verba indenizatória, para esclarecer, dar sua versão, e assim fazer com que os leitores do site tomassem de imediato, na hora, conhecimento do seu desmentido, afinal, o mais importante não é o leitor saber da verdade e da sua conduta ilibada?
 
Quase todos os dias a assessoria de Mozarildo envia para o e-mail do Fontebrasil informações sobre suas atividades parlamentares, mas nunca enviou qualquer esclarecimento ou desmentido sobre seus gastos com a verba indenizatória, por quê?
 
Está aí mais um motivo para crer que ele não está preocupado que o leitor do site e os seus eleitores tenham conhecimento da sua versão ou das suas razões acerca do que já denunciei, talvez por não ter argumentos para isso. Daí, prefere usar a justiça como forma de me intimidar.
 
Vou provar que Mozarildo, conscientemente, vestiu uma carapuça que não era sua. Vejo, sim, que ele quer encontrar um meio de me constranger, de me intimidar e condenar diante das denúncias que fiz. Ele não aceita crítics, e me "encher" de processos é a forma de inibir que seus atos continuassem sendo divulgados pelo Fontebrasil, e como a Justiça do DF não conhece a realidade política, o histórico político e a forma de Mozarildo fazer politica, é muito mais fácil ele criar outra imagem de si.
 
Confio na Justiça, por isso, estou recorrendo dessa equivocada e injusta sentença. Tenho comigo a verdade do que e sobre o que escrevi de "ladrões e ladrões" e do que conheço e publiquei sobre o senador que não admite críticas, que não presta esclarecimentos do que pagamos para ele, e que quer utilizar a justiça como meio de silenciar quem expõe uma de suas facetas.

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