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Presídios

Mulheres Mil recomeça na Cadeia Pública para ensinar prendas domésticas.


Presidiárias em reeducação

Na tarde da última última terça-feira (16), na Cadeia Pública Feminina de Boa Vista, foram reiniciadas as atividades do Programa Mulheres Mil em Roraima. As aulas desta terceira turma, formada por 25 reeducandas do Programa, iniciadas em 2011 haviam sido interrompidas por problemas de logística e impossibilidade de atuação de alguns colaboradores. A previsão é que a turma conclua o Curso de Cozinha Regional até dezembro.

Neste módulo teórico as reeducandas já tiveram 40 horas de aula, das disciplinas de Introdução a Contabilidade, com o professor Judimar Botelho e Língua Espanhola Instrumental com o professor Rogério Almeida. As 128 horas restantes serão destinadas as disciplinas de: Inclusão Digital (Maria da Natividade); Recreação e Lazer (Nadson Castro), esta extensiva a todas as reeducandas; Meio Ambiente e Sustentabilidade (Jozilene Souza); Economia Solidária (Terezinha Filgueiras); Marketing Pessoal e Comunicação com o Público (Tatiana Lopes); Artes (Juerivalda Barreto) e Empreendedorismo (Tânia Maria Cláudio). Pela manhã acontecem as aulas da EJA, com a elevação da escolaridade (SECD) e a tarde são as disciplinas teóricas do Curso de Cozinha Regional. A previsão é que a formatura desta terceira turma aconteça no dia 10 de dezembro.

As aulas práticas do Curso de Cozinha Regional serão ministradas pela instrutora Irisvan Lima, na cozinha industrial instalada na própria Cadeia Pública Feminina. As obras ficaram sob a responsabilidade do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Justiça e Cidadania – SEJUC. Já a parte de equipamentos como geladeira, fogão industrial, fornos e outros ficou sob a responsabilidade do IFRR.

Resumo Executivo - O Projeto Mulheres Mil é desenvolvido pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC/MEC). No período de quatro anos ( 2008-2011), teve o apoio financeiro da Association of Canadian Community Colleges (ACCC), Agência Canadense de Cooperação Internacional (CIDA), Agencia Brasileira de Cooperação (ABC) e a Rede das Escolas Federais de Educaão Tecnológica do Norte e Nordeste (REDENET). Atualmente, institucionalizado, é uma Política Pública passando a Programa Nacional, desde março de 2011.

O Programa Mulheres Mil beneficia mulheres de baixa renda nas regiões Norte e Nordeste, historicamente marcadas pelas desigualdade de acesso ao trabalho e a qualificação profissional. A partir do lançamento do Edital Mulheres Mil, o programa foi ampliado para todos os IFs do Brasil.

Com a institucionalização, foram contemplados com as ações do Programa Mulheres Mil, além do Campus Boa Vista, os Campi Amajarí e Novo Paraíso, beneficiando as mulheres residentes nas comunidades próximas, atendendo as demandas de trabalho pertinentes a cada Município.

Mulheres mil em Roraima - O projeto objetiva inserir, 100 reeducandas da Cadeia Pública Feminina de Boa Vista - RR no setor produtivo de alimentos. Visa impulsionar a promoção profissional e a inclusão social dessas mulheres, e ainda, aumentar o grau de escolaridade destas mulheres com a oferta da Educação de Jovens e Adultos - EJA através de parcerias nacionais, internacionais e locais, além de cursos de informática, línguas, artes cênicas, empreendedorismo, cooperativismo, como também, oficinas e palestras nas áreas de saúde, direitos humanos, direito da mulher, políticas públicas, auto-estima, relações interpessoais no trabalho, cidadania, economia solidária, meio ambiente, manipulação de alimentos, entre outros. O intuito maior é proporcionar geração de renda, com consequente melhoria nas condições de vida de cada uma.

O programa, ao longo de 4 anos, já beneficiou 72 reeducandas com qualificação Profissional e elevação da escolaridade, das quais 17 já estão inseridas no “Mundo” e no Mercado do trabalho. Podemos destacar a egressa Ruth Sheila que hoje atua como professora de Culinária no SENAC, um de nossos parceiros, Soledad, Lara Justino, e outras ex alunas que prestam serviços na UFRR, por meio do também projeto de Inclusão, “João de Barro”, Sôngila e Simone Pires que montaram seu próprio negócio no ramo de alimentos, Dona Dorinha que ao adquirir os conhecimentos culinários, confecciona e vende seus quitutes para as outras reeducandas, visto que ainda cumpre pena, D. Maria Luísa, que aprendeu a ler e escrever ao ingressar no projeto, ainda está na PA aguardando a conclusão da elevação da escolaridade, mesmo tendo cumprido sua pena.

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