- 05 de janeiro de 2026
Amamentar, direito da mulher
O Dia Nacional de Doação de Leite Humano é comemorado dia 1º de outubro. Para celebrar a data, o Banco de Leite Humano (BLH), do Hospital Materno-Infantil Nossa Senhora de Nazareth (HMINSN) promoveu na manhã desta segunda-feira (01), palestra sobre a importância do aleitamento. O encontro, que ocorreu no BLH, foi encerrando com um café da manhã, com a participação de mais de 20 mães doadoras da unidade e profissionais.
A Organização Mundial de Saúde e especialistas recomendam a importância de o bebê ser amamentado exclusivamente até os seus seis meses de vida, pois o leite materno possui os nutrientes necessários para que a criança fique menos vulnerável a doenças.
Segundo Liane Pachas, enfermeira do BLH, as manhãs das segundas e tardes das terças-feiras, são realizadas palestras para incentivar o aleitamento materno, para sensibilizar novas doadoras de leite humano, além de ensinar a forma correta da amamentação e tirar dúvidas das mães.
Conforme a enfermeira, a vantagem do aleitamento é o combate à mortalidade-infantil. “Mamar no peito é a medida mais barata e a mais eficaz para garantir mais saúde para o bebê”, frisou.
Ainda conforme Liane, o papel da unidade é incentivar a amamentação e auxiliar mães nos casos de dificuldades. Quanto ao dar o leite ao bebê é responsabilidade da mãe. “Amamentar é um direito da mulher, já o nosso é mostrar o beneficio do ato”, indagou.
Ela lembrou que ainda existem mães que não se apegam ao bebê e interrompem a amamentação. “As mais comuns são profissionais do sexo e usuárias de drogas. Mas, temos muitas mães aplicadas que seguem as orientações”, disse.
Até o final da manhã desta segunda-feira, 1°, o berçário da maternidade tinha mais de 30 bebês. Cerca de 80% das mães doam o leite para o próprio filho. “A nossa intenção seria 100%, mais os 80% são mais que aceitáveis”, comemorou.
Para a enfermeira, quanto mais se amamenta, mais produção leite e mais chance de ser doadora externa. “Muitas das nossas doadoras internas se tornam doadoras externas, que são mães com excesso de leite e passam para o Banco de Leite pasteurizar e alimentar outro bebê que precisa. Tudo isso é pelo intermédio do Bando de Leite”, acrescentou.
Andresa Gomes, mãe de primeira viagem, confessou que ainda não caiu à ficha nessa nova fase da vida. Há muitas coisas para assimilar. De acordo com ela, a palestra é importante, pois deixa a pessoa confortável e confiante para lidar com alimentação do bebê. “A parte que me chamou a atenção, foi aprender a posição correta do bebê ao mamar”, disse.
Ela relata empolgada que o recém-nascido precisa apoiar a boca em torno de todo o bico do peito e, sobretudo, não deixá-lo [peito] exposto ao sol. “Estou muito nervosa ainda”, sorriu. A mãe garantiu que se tornará uma doadora externa assídua, depois da alta do seu filho. No momento, ela amamenta o filho que estar ganhando peso no berçário do HMI.
BANCO DE LEITE
A preocupação do Banco de Leite Humano do HMI é a falta de leite. O déficit de doadoras de leite materno se deve a falta de informação aos procedimentos de doação.
O setor precisa de doadoras de leite, pois sem ele não tem como alimentar as crianças internadas na UTI Neonatal. "Para que uma mãe seja voluntária na doação de leite humano, é necessário ser cadastrada pelo BLH. É feita uma avaliação do Cartão da Gestante e exame físico para declará-la apta ou não para ser doadora", explicou Liane.
O atendimento externo do BLH é no horário comercial na própria unidade ou pelo telefone 4009 4909.