- 05 de janeiro de 2026
Roraima vê desenvolvimento na fronteira
Francisco Espiridião/Secom
Representantes da Casa Civil, da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento (Seplan) e da Secretaria Extraordinária de Assuntos Internacionais estiveram reunidos nesta sexta-feira (27), no auditório da Academia de Polícia Integrada Coronel Santiago (API), para definir os tópicos que integrarão o Plano Estadual de Desenvolvimento e Integração para a Faixa de Fronteira.
Foram debatidas as demandas do estado voltadas para o setor. As discussões foram distribuídas pelas cinco câmaras temáticas. O documento estadual fará parte do Programa Nacional de Desenvolvimento das Faixas de Fronteiras, a ser elaborado pelo governo federal, com o objetivo de melhorar as relações culturais, comerciais e sociais dos países que fazem fronteira com o Brasil.
Estratégia – O secretário extraordinário de Assuntos Internacionais, Eduardo Oestreicher, que coordenou o encontro, disse que, entre os problemas levantados, foram pontuadas soluções dentro de uma visão estratégica de futuro. A solicitação generalizada de integração das forças de segurança na área de fronteira com os dois países – Guiana e Venezuela – foi um dos pontos fortes do encontro.
Foi formalizada também uma proposta para se concretizar um trabalho em conjunto entre a Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr) e Ministério da Agricultura (MA), com vistas à intensificação da fiscalização e controle de pragas que entrem pela fronteira com possibilidade de prejudicar a produção agropecuária do estado.
Oeistreicher disse que outra ideia importante a fazer parte do Plano Estadual é a solicitação junto ao governo federal da instituição de voos transfronteiriços com taxas para pouso, decolagem e permanência de aeronaves em solo iguais às oferecidas aos voos regionais.
Na área de educação, foi reforçada a necessidade de fortalecer o intercâmbio de professores e alunos tanto com a Guiana como com a Venezuela. “Esse é um dos fatores primordiais para o desenvolvimento econômico da região e a integração efetiva dos povos”, declarou o secretário.