- 05 de janeiro de 2026
Síndrome gripal controlada
Nos sete primeiros meses deste ano, Roraima teve um caso de Influenza A (H1N1), mas nenhuma morte pela doença foi registrada. O Núcleo de Controle da Influenza, Tétano e Poliomielite, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e as quatro unidades Sentinelas estão em constante monitoramento. Toda a semana é feita a coleta de cinco amostras, em pacientes com síndrome gripal.
Das 168.464 pessoas atendidas, entre janeiro e 18 de julho deste ano, 16.160 pacientes apresentaram síndrome gripal normal. Do total, foram enviadas 400 amostras ao Laboratório Central de Roraima (Lacen-RR) para saber o tipo de vírus circulante. A análise resultou em apenas 01 (um) caso de Influenza A, em uma mulher indígena que passou por tratamento e curou-se da doença recebendo alta médica.
As investigações são feitas nas três unidades sentinelas de Boa Vista, no Hospital da Criança Santo Antônio, Policlínica Cosme e Silva e a Casa do Índio (Casai). A quarta unidade fica no Hospital Délio Tupinambá, em Pacaraima, município de Pacaraima, fronteira com a Venezuela.
A orientação é para a população evitar ambientes fechados, lavar as mãos com frequência com água ou gel antisséptico, principalmente antes das refeições, depois de tossir e espirrar. O recomendado é tossir ou espirrar usando lenço de papel. Evitar colocar às mãos no nariz, olhos ou boca.
Segundo a gerente do Núcleo de Controle da Influenza, Mônica Soares, os problemas respiratórios são os mais desenvolvidos no estado, principalmente no período chuvoso. “Embora chova muito, o nosso clima é quente, o que dificulta o vírus circular, diferente de outras regiões do país. Mas, a população precisa tomar os cuidados necessários”, frisou.
Ela explicou que as Unidades Sentinelas estão empenhadas em cumprir o que Ministério da saúde preconiza. Outra alternativa do MS foi retirar o oseltamivir, remédio usado para o tratamento da gripe, da lista de substâncias sujeitas a controle especial. Agora, o remédio passa a ser comercializado nas farmácias do país. O antiviral já é oferecido no Sistema Único de Saúde (SUS), gratuitamente, às pessoas que necessitam. Para retirá-lo, o paciente deve apresentar prescrição médica, emitida tanto por profissionais da rede pública, como da rede privada.
Os sintomas da doença são febre repentina, dor de garganta, dor de cabeça e cansaço. Nos casos de gestantes, o ideal que o médico avalie a necessidade de dar medicamentos antivirais, mesmo sem a confirmação de que se trata da gripe suína. Ao sentir qualquer um dos sintomas, a pessoa deve procurar o posto de saúde para fazer o diagnóstico precoce.
VACINAÇÃO
Os municípios que não atingiram a meta estipulada pelo MS durante a Campanha de Vacinação continuam disponibilizando as doses aos grupos prioritários, que são crianças de seis meses até dois anos, grávidas, indígenas, idosos a partir de 60 anos e profissionais da área de saúde.
Os portadores de doenças crônicas (diabéticos, hipertensos, renais crônicos, portadores de HIV, pacientes transplantados, os que estão em pré-tratamento de quimioterapia e os imunodeprimidos) devem procurar o CRIE (Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais), que funciona dentro da maternidade, mediante encaminhamento com diagnóstico preciso da doença.
O Programa Nacional de Imunização (PNI) no estado possui em estoque mais de 12 mil doses de vacinas, podendo ainda ser solicitadas pelos municípios.
Na oportunidade, Karla Guimarães, coordenadora do PNI, esclareceu que não trata de segunda dose. “Não existe segunda dose para imunização contra influenza. Apenas os municípios estão finalizando o que há no estoque”, disse.
Karla disse também, entre o grupo prioritário, as gestantes foram às menos vacinadas, com 57,33% até momento. Ou seja, de uma população feminina de 7.229, somente 4.173 estão imunes. “Existem estudos que mostram que a vacina não causa nenhum mal a gestante e muito menos para o bebê”, justificou.