- 05 de janeiro de 2026
Ainda tem vacina contra paralisia
Roraima não atingiu a meta de vacinação, 95%. Dos 15 municípios de Roraima, apenas sete imunizaram mais de 95% das crianças. No total, foram vacinadas 43.782, o equivalente a 91,56% das crianças. Os dados são do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (PNI).
A cobertura vacinal dos municípios que não alcançaram a meta foi a seguinte: Alto Alegre (88,66%), Amajari (73,42), Boa Vista (91,14), Bonfim (92,3%), Iracema (74,07%), Pacaraima (21,94%), São João da Baliza (89,87%) e Uiramutã (88,18%).
Para a coordenadora do PNI, Karla Cristina Guimarães, os números podem ser maiores, pois as equipes volantes do interior do estado percorrem as zonas rurais para vacinar a população e só depois abastecem o sistema. Karla ressalta que as famílias precisam ter consciência do quanto à vacina é importante para a criança.
Com a vacina, o sistema imunológico da pessoa desenvolve anticorpos para combater a doença em caso de exposição futura. Por isso, a população deve manter atualizada a carteira de vacinação, pois quando a pessoa é imunizada, evita-se a transmissão de doenças e protege à comunidade.
O Brasil é certificado internacionalmente pela erradicação da poliomielite, isto é, paralisia infantil. Para isso, a vacina foi incluída no calendário básico de vacinação da criança. Para manter o certificado, independente da campanha, a vacina está disponível nos Postos de Saúde da Atenção Básica.
MULTIVACINAÇÃO
Está previsto de 20 a 24 de agosto, o Monitoramento Nacional para atualização das vacinas de rotina, a multivacinação. Nesse período, todas as crianças devem ir aos Postos de Saúde atualizar o cartão. A campanha será indiscriminada. Assim, inclusive, os pais ou responsáveis poderão atualizar os cartões de vacina.
Neste ano, será introduzida a vacina injetável contra a pólio apenas para crianças que estão iniciando o calendário de imunização. Outra novidade será a pentavalente, que reúne em uma só dose a proteção contra cinco doenças (difteria, tétano, coqueluche, haemophilus influenza tipo B e hepatite B). Atualmente, a imunização para estas doenças é oferecida em duas vacinas separadas. As crianças serão imunizadas aos dois, aos quatro e aos seis meses de idade.
Com o novo esquema, além da pentavalente, a criança manterá os dois reforços com a vacina DTP (difteria, tétano, coqueluche). O primeiro a partir dos 12 meses e, o segundo reforço, entre quatro e seis anos. Além disso, os recém-nascidos continuam a receber a primeira dose da vacina contra hepatite B nas primeiras 12 horas de vida para prevenir a transmissão vertical.
O Ministério da Saúde (MS) pretende transformar, no prazo de quatro anos, a pentavalente em heptavalente, com a inclusão das vacinas inativadas poliomielite e meningite C conjugada.