00:00:00

Medicina Nuclear

Roraima faz cirurgia inédita


Roraima faz cirurgia inédita

A equipe de cirurgiões da Unidade de Alta Complexidade Oncológica de Roraima (Unacon) realizou uma cirurgia inédita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Uma paciente de 55 anos submeteu a uma biopsia do linfonodo sentinela, guiado por medicina nuclear, que durou cerca de 40 minutos. O procedimento ocorreu na semana passada (19), no Hospital Geral de Roraima (HGR).

O procedimento realizado pela primeira vez na rede pública é uma técnica avançada que permite a redução das sequelas obtidas em cirurgias de câncer. Neste primeiro caso do Estado, aconteceu em uma mulher que passou por uma cirurgia de mama. Pesquisas mostram que esse tipo de medicina pode ajudar a detectar outros tipos de tumores, como na região peniana, vulva, pele, como também, colo uterino, um dos mais frequentes, depois da mama.

De acordo com o médico Leonardo Pires, um dos responsáveis pela cirurgia, boa parte das sequelas de cirurgia de mama, está ligada paralelamente na axila, onde o câncer se propaga também. “Acaba comprometendo de forma irreversível a drenagem linfática dos membros superior do braço, antebraço e questões sensitivas e motoras”, explicou.

Pires acredita que o serviço de medicina nuclear será feito pelo menos uma vez por mês. Segundo ele, mais de mil mulheres são avaliadas por mês nas diversas áreas oncológicas da Unacom. “Antes de realizar a cirurgia, a paciente é acompanhada pelos profissionais cautelosamente, a fim de saber se pode passar por um procedimento dessa natureza”, frisou, lembrando que agora serão rotineiras essas cirurgias.

A recuperação da paciente é momentânea, pois terminou a cirurgia, ela pode se levantar e sair andando sem nenhum problema. A incisão é mínima na axila, já que é uma cirurgia inteligente que direciona exatamente em qual nódulo nas axilas deve ser feita a retira, sem prejudicar a axila ainda mais.

O médico Anderson Dalla, colega na cirurgia, ressaltou sobre a importância dessa nova técnica para a população. “O serviço sendo ofertado pela rede pública ajudará os pacientes a não ficarem pelo resto da vida em sessões de fisioterapia, tendo inchaços sem parar, entre outros problemas, e com a chance de haver novas seqüelas” explicou.

O serviço é resultado de uma parceria entre uma clínica credenciada pelo do SUS e a Secretaria de Estado da Saúde. O aluguel do aparelho que mede a radiação, no valor de R$ 1.500,00 por cirurgia, é investimento do Estado sem ônus aos pacientes, além dos outros investimentos em torno da cirurgia.

Últimas Postagens