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Economia Solidária

Pacientes farão curso para
aprender como gerar renda


Pacientes farão curso para
aprender como gerar renda

Profissionais e pacientes da Uisam (Unidade Integrada de Saúde Mental) e CAPSad (Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e outras Drogas) poderão participar da nova turma de Gestão de Empreendimentos Solidários da Saúde Mental. O curso conta com seis módulos a distância e é apoiado pelo Ministério da Saúde (MS), em parceria com a Secretaria Nacional de Economia Solidária, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Para Roraima são oferecidas quatro vagas para as duas unidades de saúde mental do estado. No total serão abertas duas turmas, de 60 alunos cada uma, totalizando 120 profissionais formados no país. Os representantes do estado, que poderão participar da nova turma, serão confirmados até próxima semana.

O Departamento da Saúde Mental (DSM), da Secretaria de Estado da Saúde, juntamente com as direções das unidades que tratam de pacientes com transtorno mental e dependência química, definirão os nomes. “Antes de escolher os participantes, estamos negociando com o Ministério a liberação de mais vagas”, disse Lidiane Almeida, diretora do Departamento da Saúde Mental. A ideia é dobrar a quantidade de vagas.

As inscrições devem ser realizadas até dia 30 deste mês, por meio do endereço: http://formsus.data.sus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=8326 As aulas são voltadas aos usuários, familiares e trabalhadores de saúde mental, e estão previstas iniciar na primeira semana de maio.  Por ser à distância, o acesso e a didática fica fácil, pois o horário quem escolhe é o próprio aluno.

Segundo Lidiane, a iniciativa é fortalecer experiências dos projetos de geração de trabalho e renda na saúde mental. “A participação é importante no curso, pois qualifica profissionais de saúde a inserir pacientes no universo social. Os pacientes poderão gerar renda com os trabalhos manuais”, explicou.

Além da aprendizagem, Lidiane ressaltou que o MS poderá liberar recursos para fomentar os empreendimentos solidários. Quando um estado é presente em cursos como este, os recursos chegam com maior facilidade. “A verba pode chegar até R$ 50 mil, diz as portarias específicas”, informou a diretora.

EXPERIÊNCIAS

Existem dois trabalhos manuais que podem ser inscritos como projetos de inclusão social no MS. Cerca de 10 pacientes já confeccionam e comercializam artesanatos de forma informal na Uisam. “O trabalho é feito em sandálias e tapetes, o dinheiro arrecadado é reinvestido em materiais e o que sobra é rateado entre eles”. “Já no CAPS ad, os próprios pacientes cuidam de uma horta”, comentou.

Lidiane acredita que depois do curso, os projetos poderão ser cadastrados para ser repassadas verbas de incentivo do MS.  
 

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