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Seres capazes e não
peso para as famílias


Seres capazes e não
peso para as famílias


O Dia Mundial da Síndrome de Down foi comemorado na semana passada, em 21 de março. Para manter um filho com esse tipo de distúrbio em colégios particulares de Brasília custa caro. De seis escolas que toparam fazer parte de uma reportagem para o jornal Correio Braziliense, em três a contratação de um tutor para a criança é obrigatória.

Além de extremamente preconceituosa, a prática resulta em uma taxa extra para os pais, em média de R$ 1 mil, acrescida à prestação da escola. Nesses estabelecimentos os custos com a educação do filho chegam a dobrar, o que é ilegal, segundo o Ministério da Educação \"\"(MEC) e o Conselho Nacional de Educação (CNE).

Como se pode incluir socialmente uma criança com a Síndrome de Down discriminando-a ou taxando-a com valores extras? Por essa razão, muitas famílias preferem esconder a criança. Aliás, essa regra começa a mudar a partir da ação incisiva do ex-jogador Romário na Câmara dos Deputados. Ele é pai da menina Ivy, portadora da Síndrome.

Em Roraima, o governo, via Secretaria Extraordinária de Promoção Humana e Desenvolvimento (Sephd) mantém programas voltados para crianças especiais de forma diferenciada do que se observou na cidade em que concentra a maior renda percapta do país.

Ao invés de estigmatizar as pessoas portadoras da Síndrome de Down, o governo roraimense optou por reconhecer que todas possuem capacidades e potencialidades próprias e precisam de estímulos e de oportunidades para o crescimento pessoal e profissional.

O Centro Integrado de Atenção à Pessoa com Deficiência, o Viva Comunidade, localizado na Avenida São Sebastião, Bairro Santa Tereza, é um exemplo do cuidado que essas pessoas merecem. Dos 600 usuários atendidos pela unidade, 54 são portadores da Síndrome.

O Viva fornece gratuitamente orientação e serviços necessários para estimular o desenvolvimento biopsíquico-motor dos atendidos, bem como ajuda os pais a proporcionar condições para que seus filhos tenham uma vida saudável e mais digna.

O tratamento concedido aos portadores de Down em Roraima, onde suas crianças e adolescentes são vistos mais como pessoas comuns do que como doentes, se não pode ser referência para os demais estados da federação, pelo menos o é para o Distrito Federal, que os trata como um peso a mais para as famílias.

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