00:00:00

Após denúncias

Demóstenes deixa
liderança do DEM


 

Demóstenes  deixa
liderança do DEM
 

BRASÍLIA e RIO - O senador Demóstenes Torres (GO) renunciou nesta terça-feira à liderança do DEM no Senado. Segundo o presidente da legenda, senador José Agripino (RN), Demóstenes deve divulgar ainda nesta tarde a carta, já entregue ao partido, em que abre mão do cargo. Agripino nega que o partido esteja articulando expulsá-lo da legenda. Demóstenes é suspeito de manter envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos. Carlinhos Cachoeira, como é conhecido, foi preso pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo, em fevereiro, por supostamente chefiar uma quadrilha de exploração de jogos ilegais.
 
Na carta, o senador alega que precisa do afastamento para “acompanhar melhor os acontecimentos dos últimos dias”. Não há previsão de que Demóstenes fale no plenário. Sobre possível saída dele no partido, Agripino disse que ninguém pode fazer nada enquanto a Procuradoria Geral da República (PGR) não divulgar os elementos das investigações.
 
- Como avaliar uma expulsão se não sabemos nem o que a PGR tem? Seria precipitado. Tudo vai depender do que vier da PGR. Só aí os partidos políticos vão se mover, inclusive o DEM. Nenhum partido está disposto a ser algoz do senador Demóstenes. Mas não dá para ser prisioneiro de denúncia pesada sem resposta - disse Agripino.
 
Na sexta-feira, o parlamentar chegou a se defender por meio do Twitter. Mas, desde então, não posta mais mensagens, mesmo que não sejam relativas ao caso. Segundo a coluna Panorama Político, de Ilimar Franco, publicada nesta terça-feira no GLOBO, o agora ex-líder do DEM no Senado foi orientado por seu advogado, Antônio Carlos de Almeida Castro, a não falar mais com jornalistas.
 
Demóstenes passou a manhã desta terça-feira em reuniões reservadas com líderes da base para tentar impedir um julgamento político no Senado. Ele está apelando especialmente para o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), com quem esteve nesta terça-feira. O encontro de Demóstenes com Renan, pelo menos por enquanto, teve o resultado esperado. O líder peemedebista saiu defendendo que o caso se restrinja ao campo jurídico. Também nesta terça-feira, deputados federais e senadores que integram a Frente Parlamentar Mista de Combate à Corrupção vão protocolar junto à Procuradoria Geral da República uma carta pedindo urgência no esclarecimento do caso.
 
- Eu acho que em havendo investigação dos órgãos de controle, não há necessidade de uma investigação política aqui no Senado - defendeu Renan, que enfrentou um processo de cassação no Senado, e foi absolvido.

Últimas Postagens