- 05 de janeiro de 2026
Jucá cobra mais investimentos em banda larga em Roraima
Brasília – O senador Romero Jucá (PMDB/RR), participou hoje da audiência pública promovida pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), para discutir o Plano Nacional de Banda Larga e em especial os problemas, demandas e investimentos na Região Norte do país.
Jucá reconheceu os investimentos feitos até o momento, mas pediu aos representantes do governo e das empresas privadas para acelerar o atendimento de toda a região e em especial no estado de Roraima ainda muito carente de uma internet rápida em todos municípios. – Temos que cobrar constantemente este compromisso do governo, pois a população do estado necessita com urgência de uma internet que facilite o desenvolvimento de negócios e a difusão do conhecimento – disse ele.
Recursos
O presidente da Telebrás, Caio Bonilha, informou que no final do ano passado, por decisão do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o governo destinou R$ 66 milhões à implantação, na região, do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), adiantando o início do atendimento que só ocorreria a partir de 2014, com a conclusão do linhão da Eletronorte, que ligará Tucuruí (PA) a Manaus e Macapá.
- Iniciamos o resgate do isolamento da região e a integração dela à rede nacional de banda larga – afirmou Bonilha.
O superintendente de Serviços Privados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Bruno Ramos, observou que a agência também tem se empenhado em expandir a oferta de serviços de banda larga na Amazônia. Ele citou como exemplo os condicionamentos impostos pela Anatel à anuência prévia para a fusão das empresas Oi e Brasil Telecom, no sentido de aumentar investimentos em infraestrutura em todo o Brasil e especialmente na região Norte.
Eletronorte
A participação da Eletronorte na ampliação de serviços para a região foi explicada pelo diretor de Planejamento e Engenharia da empresa, Adhemar Palocci. Por necessidade de administração da própria rede elétrica, observou, a Eletronorte instala fibras óticas em suas torres de transmissão. Parte da capacidade dessas fibras será utilizada pela Telebrás para ampliar a oferta de serviços de telecomunicações na região. As fibras, como informou, acompanharão o linhão de Tucuruí a Macapá e Manaus e, em seguida, o linhão que chegará a Roraima.
- Vamos tirar alguns estados do isolamento elétrico e, simultaneamente, do isolamento em comunicações – observou Palocci.
Pressão da sociedade
O desenho inicial do PNBL não incluía a Amazônia, como admitiu o secretário executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez. Ele admitiu ter passado por um constrangimento ao ser indagado durante entrevista, em 2010, por que a região Norte não estava incluída no programa. A partir do ano passado, relatou, “por pressão da sociedade” o governo adiantou investimentos para a região.
O deputado estadual Chico Preto, do Amazonas, ressaltou que a integração do país neste momento não pode mais ser feita apenas por meio de rodovias e hidrovias, mas também de infovias. Ele lamentou que o Amazonas ainda enfrente o que chamou de “abismo tecnológico” e questionou se não haverá possibilidade de ocorrência de um “apagão de telecomunicações” em Manaus durante a Copa do Mundo de 2014.
Planos
Em seguida, os representantes de quatro empresas de comunicações – Oi, Telefônica, Tim e Embratel – expuseram seus planos de expansão para a Amazônia. Os representantes da Oi e da Embratel relataram os esforços de suas empresas para conectar a região ao resto do país por meio de fibras óticas, enquanto os dirigentes da Telefônica e da Tim apresentaram os planos de ampliação da oferta de Internet por meio de redes móveis de terceira geração.