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Manoel Lima

Adeus, Laucides!


Adeus, Laucides!

Só posso desejar, amigo Laucides, que possas encontrar onde estiveres agora a fraternidade e a honradez  com que sempre pautaste a tua vida na terra, entre os homens, com os quais soubeste estimular e incentivar esses tão nobres  predicados,  que reinaram entre as tuas amizades sinceras.
Estou contristado pela perda tão irreparável da tua vida, da tua imorredoura sabedoria, de pai, de irmão, de amigo, mas sobretudo do colega de profissão, que soubeste, com poucos, honrar ao longo da tua trajetória em vida.
Eu e você, Laucides, nos conhecemos nos idos de... Não interessa agora fixarmos datas, com dia, mês e ano. Te conheci  já com a aura do repórter perspicaz, farejando as boas notícias na Rádio Roraima, num dia em que faltava tudo na tua bela, arejada e querida Boa Vista;  a seca do rio Branco em 72, um problemão para os teus conterrâneos na véspera da chegada do então presidente Médici, que visitaria o território para inaugurar a estrada para o antigo BV-8.
Depois disso passamos a nos encontrar com freqüência; tu já na TV Roraima, e eu ainda no Estadão e na Veja.  Indicado por mim fez parte do grupo de correspondentes de Veja na Amazônia, com sabedoria e inteligência. Foi aí que amiudamos a nossa amizade fraterna, que se revigorou mais ainda quando passei a residir na tua eterna Boa Vista; amizade que interagiste com os meus dois filhos Edersen e Marlen, para o meu deleite pessoal.
Ah! Que tristeza, amigo Laucides, me afronta o meu eu; que tristeza invade a minha alma. Que o Senhor tenha compaixão da tua bondosa alma; e que os teus mais próximos, Clotilde, a esposa e companheira inseparável, e Consuelo, a filha amada, sejam confortadas pela bonicidade do Grande Criador.
Adeus, Laucides. Teus exemplos de vida me impuseram mais amor e mais solidariedade para com o próximo, e com certeza irradiaram as plagas do lavrado roraimense.
 

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