00:00:00

ANIMAIS PEÇONHENTOS

Quase 65% dos acidentes envolveram serpentes


Quase 65% dos acidentes envolveram serpentes


No estado foi notificado apenas um óbito ocasionado por uma serpente há dez anos


No estado de Roraima as ocorrências envolvendo acidentes com animais peçonhentos durante o ano são constantes, mas no período chuvoso, o número costuma aumentar. No ano de 2011, a Coordenação do Programa de Animais Peçonhentos do Estado notificou 391 casos, um leve acréscimo, porém já esperado, relacionando ao ano de 2010, que registrou 377 vítimas. 

\"\"A vilã nos dois últimos anos foi a serpente. Somente no ano passado 254 pessoas foram picadas por uma cascavel, coral verdadeira, jararaca ou surucucu, o que representa 64,96% do total registrado. Apenas um óbito foi registrado por picadas de serpentes e foi há dez anos. Em segundo na lista vem os escorpiões, com 46 ocorrências, seguido por abelhas, 42 registros. 

A coordenadora do Programa, Letícia Pezente, informou que diferente dos demais estados do Brasil, os acidentes em Roraima ocorrem nas atividades de lazer, como trilha, caminhada e banhos. “Cuidados aonde pisam, cuidados em colocar a mão e o pé em locais desconhecidos. E na mata, andar de bota, calças, camisa de manga comprida, luvas e não mexer em folhas, exceto com auxílio de um galho”, orientou. 

Ainda Letícia disse que a falta de educação ambiental da população contribui para os dados notificados no estado. Segundo ela, os abrigos preferidos dos animais são lixos entulhados, terrenos baldios, restos de construção. “Além de facilitar para outros tipos de doenças, pedimos para que as pessoas não facilitem a entrada desses animais. Conserve os quintais limpos, vedem os ralos, enquanto não for necessário seu uso”, recomendou. 

Em caso de acidentes, Letícia cita algumas recomendações simples, porém essenciais. Depois de lavar com água e sabão, a vítima deve ser levada rapidamente a uma unidade de saúde mais próxima, levando se possível, o animal agressor. Lembrando que nenhum remédio caseiro substitui o soro, portanto, não se deve sugar, fazer cortes, perfurações, torniquetes, nem aplicar produtos caseiros, pois esses podem agravar o envenenamento. 

Casos de picadas de serpentes são de suma importância a identificação, pois existem várias espécies e diversas formas de tratamento. Para jararaca e surucucu, a aplicação do soro vai depender da quantidade do veneno, do inchaço e a dor local. Já a cascavel e a coral verdadeira, o problema já torna neurológico, com visão turva, perda da fala, insuficiência renal, podendo entrar em coma. 

Embora os ataques de arraias não apareçam no Sistema de Informação de Agravos de Notificação, a coordenadora mencionou a necessidade de cuidados redobrados nos balneários, como procurar sempre andar arrastando o pé sobre a areia ou com um pau espantar as arraias. 

Ela disse que além de lavar com água e sabão a ferida provocada pela arraia, uma pesquisa feita por um especialista do Butantan, a água morna alivia um pouco a dor. Mas nada substitui a ida ao hospital.

Últimas Postagens