Deputado se diz “otimista” com a COP-17
O deputado federal Raul Lima (PSD-RR) regressou nesta segunda-feira (11), da Cidade de Durban, África do Sul, onde participou da 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Foi a mais longa reunião já acontecida para discutir questões ambientais, mostrando ter crescido o nível de preocupação mundial.
No final do encontro, representantes de 194 países concordaram em renovar o Protocolo de Kyoto (até 2017), e dar início a um processo “com força legal”, buscando novo pacto global sobre o clima e que deverá entrar em vigor a partir de 2020. E foi o Brasil quem brilhou no documento sobre a conclusão final do COP-17.
O embaixador brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo Machado, seguindo a tradição do Itamaraty de sempre se posicionar com maestria nas grandes conferências mundiais, resolveu impasse surgido durante a elaboração do documento final. Tudo para não constranger nações desenvolvidas, como EUA e Canadá, que apresentam restrições.
Machado cunhou um termo legal que agradou aos países desenvolvidos, afastando dificuldades maiores na sua aprovação final. Foi ele quem conseguiu eliminar a impressão de “imposição” que os grandes países industrializados diziam existir, ao promover jogo de palavras no texto final que coroou a COP-17.
Na opinião de Raul Lima, que viajou como representante oficial da Câmara dos Deputados, “o mais importante de tudo é fazer com que os países desenvolvidos estejam conscientes de suas responsabilidades, contribuindo para diminuir a devastação que atualmente ocorre no nosso planeta”.
O congressista acredita que mesmo que a corrente das Nações Unidas esteja errada com relação à defesa do “aquecimento global”, haverá “melhora substantiva” nas condições de vida da Terra, “bastando apenas que se controle a degradação ambiental denunciada diariamente sem que se tomem medidas mais fortes”.
“Na próxima Conferência”, disse Raul Lima, “quero estar presente, a fim de acompanhar todos os passos dessa jornada que tem descortinado novo horizonte para o nosso planeta e, consequentemente, para a humanidade”. O deputado finalizou afirmando que, “paulatinamente, está sendo construída alternativa que pode ser classificada como viável para a vida terrestre”.