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Jonas Elmore

Instabilidade política


Instabilidade política



O momento político de Roraima requer atitudes proativas e uma ligeira reflexão por parte daquelas pessoas que realmente tem interesse em ver o Estado crescer em sua coletividade.  É preciso varrer do cotidiano os argumentos dos pregadores do caos, um desafio a ser batido em prol da governabilidade e estabilidade administrativa.


Mas o que deve ser feito para que ocorra maior civilidade entre a pequena parte do povo que defende a saída do governador José de Anchieta do poder? Como avaliar os impactos da possível mudança? Qual o ciclo de vida do próximo governante de Roraima?


A definição continuada da melhor resposta a esses questionamentos não é tão simples porque Roraima está vivendo uma efervescência política jamais vista. O problema existe desde o momento em que se estabeleceu o terceiro turno nos embates eleitorais.


Virou uma espécie de cultura aos políticos derrotados nas urnas recorrer á instancia da Justiça Eleitoral para obter um mandato e chegar ao poder, custe o que custar. A cassação do mandato do eleito é mais do que sonho de consumo do suplente (no caso de uma eleição proporcional) ou segundo colocado (eleição majoritária).


No momento está em discussão e disputa o cargo de governador de Roraima. Na próxima terça-feira está previsto, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o julgamento do recurso que mantém José de Anchieta no governo do Estado. No mesmo dia acontece o julgamento de uma representação eleitoral no Tribunal Eleitoral de Roraima (TRE), que trata de supostos ilícitos praticados nas eleições de 2010.


Coincidência ou não, os dois julgamentos estão marcados para o mesmo dia. O que você pensa a esse respeito, caro fiel leitor?


Espera-se uma postura equilibrada dos magistrados que tomarão parte nos julgamentos. O poder decisório é dos juízes do TRE e ministros do TSE, no entanto os impactos da decisão poderão afetar diretamente o povo de Roraima.

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