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VIOLÊNCIA INFANTO-JUVENIL

Plano de enfrentamento será lançado em 2012


Plano de enfrentamento será lançado no próximo ano


Das várias expressões de violências que existem atualmente, a mais cruel, sem sombra de dúvida, é aquela cometida contra crianças e adolescentes. Baseado nessa realidade, o Núcleo de Ações Programáticas da Criança e Adolescentes (NAPCA), da Secretaria de Estado da Saúde, lançará no próximo ano, o Plano de Enfrentamento da violência contra os indivíduos em formação.

\"\"O plano de ação, com propostas para o enfrentamento, foi construído durante a oficina “Linha de Cuidado”, realizada no início deste mês. A capacitação foi direcionada aos trabalhadores de saúde e áreas afins, na estratégia da linha de cuidado para atenção integral à saúde em famílias em situação de risco.

O lançamento do documento está previsto ocorrer no início do primeiro semestre de 2012. Mas antes, os 32 participantes da oficina aprovarão as propostas que servirão como norteadoras para profissionais das unidades de saúde. Os formadores também serão multiplicadores da iniciativa do Ministério da Saúde, de instalar e discutir nos locais de atuação profissional.

De acordo com Valentina Vieira, gerente do NAPCA, é um passo importante para diminuir os casos de violência no Estado, que muitas vezes passa despercebida na vida diária de trabalho. “Também vai contribuir para que o ambiente profissional esteja planejado contra tipos de situações violentas”, disse

Dentro do Plano de Ação será criado um grupo de trabalho, para construir um protocolo estadual de atenção integral as vítimas, no intuito de padronizar a postura e a linguagem dos profissionais de saúde. “A ideia é preocupar-se com a saúde e também, com o aspecto social e psicológico que vive a criança, adolescente e sua família”, argumentou Valentina.

O protocolo vai unificar a forma de acolhimento feito nas unidades de saúde. Sobretudo, notificar as suspeitas e casos baseados no formulário criado pelo MS, para informar a rede intra e intersetorial, o suposto caso de violência ou caso de dependência química.

Em uma segunda fase do plano, serão atendidos os pedidos de qualificação profissional. Um dos desafios, conforme disse Valentina, é a sensibilização dos gestores das unidades de saúde e de outras instituições. “É importante entendermos que para esse plano ser efetivado, precisamos do apoio e do esforço de cada uma”, enfatizou.

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