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EDITORIAL

Calendas gregas


Calendas gregas

Apesar das ações de governo espalhadas tanto pela capital (saneamento básico) como no interior (asfaltamento de vicinais, entre outras), há quem insista em tocar o horror na população, chegando a afirmar que “Roraima é um estado terminal”. Uma dessas personagens, fiéis mensageiras do caos é o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB). Efetivamente, Roraima não precisa desse discurso.

Enquanto parlamentares comprometidos com o estado suam a camisa, fazendo pronunciamentos em prol de Roraima e gastando sola de sapato pelos gabinetes de Brasília em busca de recursos que visam a estruturação \"\"da terra que lhes elegeu, Mozarildo perde tempo tecendo aleivosias que, como tais, perdem-se no éter. Não produzem qualquer repercussão séria, de real valia para om estado.

É inegável que Roraima tem problemas na área política, como um governador que ostenta a espada de Dâmoclis sobre a cabeça, podendo ser julgado a qualquer momento pelo Tribunal Superior Eleitoral. Isso, por si só, gera certa insegurança, capaz de diminuir os efeitos de uma governabilidade firme como a que o senador tanto se dedica.

O que Mozarildo não diz é que todas as ações iniciadas pelo governo serão honradas - ainda que mude, eventualmente, o governante. Os projetos em andamento no estado não são propriedade particular de político A ou B, de partido A ou B, mas sim da sociedade roraimense. Assim, não poderiam sofrer solução de continuidade, sob pena de crime de prevaricação.   

As querelas levantadas por Mozarildo estão longe de ser o que se pode chamar de legítimas. Elas têm justificativa em questões meramente político-eleitoreiras. Não é novidade para ninguém que o senador está puxando a brasa para a sua sardinha, ou seja, agindo em causa própria.

O fato é que ele terá o atual governador, José de Anchieta, como principal oponente nas eleições de 2014. Isso é o que vem movendo a verve, o animus de Mozarildo. Até hoje, ele não tem o que apresentar, de fato e de direito algo estupendo, como benefício aos eleitores. Durante os dois mandatos (pouco mais de um e meio, na verdade), como senador, pouca coisa fez em prol de Roraima.

Sua avaliação em pesquisas mostra que, enquanto os colegas Romero Jucá tem 54% e Angela Portela com 24% como os mais atuantes, Mozarildo surge com míseros 4,3%, e desses, pode-se até duvidar de que sejam de eleitores que não gostem nem de Romero e nem de Angela.

Essas verdades serão alardeadas ao público no momento do pedido do voto. Nessa hora, com certeza, serão ressaltadas as ações que efetivamente tornaram a vida do eleitor melhor, diante do desprezível palavrório sem sentido, discursos que, como diria o saudoso Ottomar Pinto, servem apenas às calendas gregas, pregadas por um "profeta" do apocalipse.

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