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EDITORIAL

Quem mais precisa de segurança


Quem mais precisa de segurança

Faltam homens e mulheres fardados para ser empregados no policiamento ostensivo da capital e dos municípios do interior. A Polícia Militar precisa urgentemente fazer concurso público para recompor o efetivo. Isso é fato corriqueiro na imprensa roraimense.

O que esta mesma imprensa não divulga é que existe um altíssimo nível de desvio de função entre os PMs, com aquiescência da própria instituição. A maior parte dos policiais militares desviados de suas funções está prestando serviço de vigilância privada a alguma instituição pública, entre elas a \"\"Assembléia Legislativa (ALE).

Além do serviço de vigilância ao prédio da ALE, parlamentares empregam PMs como segurança particular, afrontando todos os regulamentos internos da corporação. Só o ex-presidente, Mecias de Jesus (PR), mantém quatro policiais militares a seu dispor 24 horas por dia, sete dias por semana.

Esses servidores públicos travestidos de seguranças privados, além de serem homens a menos no policiamento ostensivo, oneram o contribuinte de forma escancarada. Viajam para cima e para baixo. Acompanham o ex-presidente da ALE dentro e fora do estado. Em cada viagem dessas são emitidas diárias, passagens, e o que mais há de direito. 

Nem mesmo o governador de Roraima, quando viaja para fora do estado, leva seguranças a tira-colo. É claro que a questão da segurança é algo que se deve levar em conta, mas, como tudo na vida, precisa ter limite.

Uma pergunta que não quer calar: por que Mecias de Jesus, que se considera tão querido dentro do estado, precisa de forte aparato de segurança armada, envolvendo homens que ostentam metralhadoras e pistolas de alto calibre a quem quiser ver?

O Fontebrasil acredita que este é um momento importante para se repensar uma nova maneira de agir, principalmente porque o assunto envolve uma questão crucial, que é a segurança pública do estado. Sabe-se que o ex-presidente da ALE gasta com segurança, hoje, mais que o próprio presidente, deputado Chico Guerra (PSDB).

É de se questionar também o fato de que esse grande número de policiais militares que acompanha o ex-presidente Mecias de Jesus em atividade duiturna, em suas andanças aqui e acolá, ter fraco respaldo em um Decreto assinado pelo próprio, enquanto no exercício da função, sem que tenha sido analisado e votado em plenário. Ou seja, Mecias legislou em causa própria, o que por si só constitui motivo de escândalo.

Numa análise mais rude, acreditamos que todo cidadão, que paga seus impostos religiosamente, merece o mínimo de segurança. Aquela que é prestada, ostensivamente, por uma equipe de policiais - motorizada ou a pé. Aliás, o morador da periferia da capital há muito está sentindo a falta desse tipo de apoio. É ele quem mais precisa de segurança.

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