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SAÚDE MENTAL

Dia Mundial é lembrado com atividades


Dia Mundial é lembrado com atividades recreativas na UISAM

 
Dezenas de pacientes das unidades que integram a Política de Saúde Mental de Roraima participaram nesta segunda-feira, 10, de várias atividades na Uisam (Unidade Integrada de Saúde Mental), em comemoração ao Dia Mundial de Saúde Mental, celebrado dia 10 de outubro.

\"\"Ao todo, são 14 mil pacientes atendidos em todo o estado, como Uisam, CAPSad (Centro de Atenção Psicossocial) e ala de psiquiatria do Hospital Geral de Roraima (HGR). Para ter uma ideia, os atendimentos realizados na Uisam, desde 2001, quando começou a funcionar a unidade, são em média 3.943 por mês. 

A programação contou com apresentação de teatro sobre os malefícios das drogas na vida da pessoa, exposição de pinturas em tela e desenhos de caricaturas. Também grupos declamaram poesias, um deles fez um jogral sobre a esquizofrenia e encerrou com a música “Pais e Filhos”, de Renato Russo, enaltecendo que é preciso amar a pessoa do jeito que ela é.

Para Marcos André Maciel, paciente da Uisam desde o ano passado, com 24 anos de idade, o Dia Mundial da Saúde Mental serve para valorizar ainda mais a pessoa que sofre problemas, além de não serem excluídos pela sociedade.
Bem à vontade, Maciel contou sobre o progresso clínico obtido no seu estado de saúde, por intermédio da unidade integrada. “A cada dia que passo eu me sinto melhor. Os medicamentos me ajudam a melhorar a cada dia e fico super seguro em viver uma vida normal”, argumentou.
O secretário-adjunto da Saúde, Miguel D’Elia, durante a abertura das atividades, pronunciou sobre a evolução que o estado na área da saúde mental e da preocupação ministerial a respeito do assunto. “Estamos formalizando a Política de Saúde conforme preconiza o Ministério da Saúde, pois a própria saúde mental é um dos quatro pontos observado pelo Ministério como sendo crucial”, disse ao lembrar que já existem em alguns municípios trabalhos voltados a esse público distinto.

D’Elia encerrou sua fala, ressaltando o trabalho do HGR que vem tornando referência de psiquiatria, e a cada dia melhora o atendimento junto aos pacientes. “O nosso intuito é minimizar o sofrimento dos pacientes com transtornos mentais”, disse.
A diretora da Uisam, Romina Carvalho, destacou a importância de realizar momento de descontração para os usuários e, sobretudo, mostra à sociedade como o trabalho realizado no estado é valoroso e reintegra os pacientes ao convívio social. “Estimulamos e apoiamos a integração social e familiar do paciente, como também em suas iniciativas de busca de autonomia. Tudo isso, respeitando os princípios dos direitos humanos e as normas do Ministério”, comentou.

Jandira Gomes, diretora da CAPSad, mencionou que dos 286 pacientes que passaram pela unidade desde 2006, o ano de 2011, mesmo sendo de janeiro a setembro, soma 73 pessoas assistidas. Ela citou que muito tempo não registrava uma demanda assim tão expressiva. “Já superamos o ano passado, mesmo sem ter encerrado 2011. Creio que a elevação na procuração é devido ao trabalho de divulgação, das palestras nas escolas, as parcerias firmadas e, sobretudo, das buscas ativas para resgatar pacientes que não voltam para a terapia”, disse.

DIAGNÓSTICO 
De acordo com o psiquiatra, Welinton Pedrosa, para perceber se uma pessoa sofre por algum distúrbio, a mudança de comportamento, isolamento, não ter gosto pela vida e fazer ‘esquisitice’, coisas que não são normais, são alguns atributos para procurar uma assistência especializada. “Não há uma cura especifica para a doença, existe sim, controle para que a pessoa viva com equilíbrio social em perfeita produção”, completou.
Pedrosa diz que a família tem um papel importante no processo de recuperação. “O paciente mesmo controlado, será uma eterna criança que necessitar da assistência dos familiares por toda a vida”, comentou.

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