- 05 de janeiro de 2026
Na manhã desta sexta-feira (2), foi realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), na Bolsa de Valores de São Paulo, o primeiro leilão de transmissão de 2011 para a construção de linhas de transmissões e subestações que irão interligar Roraima ao sistema brasileiro de energia. O governador José de Anchieta acompanhou, do Palácio Senador Hélio Campos, todo o processo pela web, que teve como ganhador o Consórcio Boa Vista.
O Estado será contemplado com a obra, que prevê a licitação dos direitos de construção, montagem, operação e manutenção. A concessão será por 30 anos a partir da conclusão da obra.
Em Roraima serão construídas duas linhas de transmissão em circuito duplo de 500 KV. O primeiro lote compreenderá um trecho de 400 km da subestação Engenheiro Lechuga, no Amazonas, até a Vila do Equador, em Roraima. No segundo lote, serão construídos 315 Km de linha de transmissão da Vila do Equador a Boa Vista.
O linhão percorrerá a BR 174 até a Vila Novo Paraíso e seguirá pela BR 432 até chegar à capital. Também serão construídas duas subestações, uma na Vila do Equador e a outra em Boa Vista.
Para o governador José de Anchieta, a construção do linhão Amazonas-Roraima cria a possibilidade de independência energética para o estado, passando a depender de uma única fonte. “Com esse investimento, serão evitados que ocorram os fatos verificados em 2009, quando houve o racionamento nas atuais fontes geradoras”, enfatiza.
O Consórcio Boa Vista é formado pelas empresas Alupar Investimentos S.A. (51%) e Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A (49%). O investimento ficará na ordem de R$ 1 bilhão e a previsão de conclusão é de um prazo de 24 a 36 meses.
Com a conclusão desta obra, Roraima passa a compor o sistema interligado nacional, deixando de operar isoladamente, passando a depender exclusivamente das unidades geradoras de energia elétrica do Brasil.
Ainda segundo o chefe do Executivo, a construção de novas hidrelétricas em Roraima será reforçada com este investimento. “Haverá possibilidades de futuros investimentos na implantação de unidades geradoras que foram identificadas quando do inventário hidroenergético da bacia do rio Branco, como Cotingo, Bem Querer e Paredão I e II, uma vez que poderemos passar a ser um Estado exportador de energia, gerando divisas [royalties] para os municípios onde se localizam as usinas hidrelétricas, e o estado como um todo”, ressaltou Anchieta.
