16% da população de Boa Vista são fumantes
Blitz educativa e enterro simbólico do tabaco nesta segunda-feira, 29, marcaram o Dia Nacional de Combate ao Fumo
Na capital, 16% da população são fumantes, segundo números da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito telefônico (Vigitel), referente ao ano de 2010. O trabalho de investigação telefônica foi realizado com pessoas maiores de 18 anos.
A pesquisa aconteceu por meio de um sistema de monitoramento de Doenças Crônicas não Transmissíveis por inquérito telefônico. Assim, a Vigitel, avalia a população adulta residente em domicílios com pelo menos uma linha telefônica fixa.
Na segunda-feira, 29, Dia Nacional de Combate ao Fumo, vários Estados lembraram a data. Em Roraima, foi realizada blitz educativa no Centro de Boa Vista, e que seguiu com um cortejo fúnebre do cigarro. Um gesto simbólico de iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde, de enterrar o tabaco, que provoca 200 mil mortes anuais no país.
O fumante Raimundo Souza, 51 anos, dependente desde os 14 anos, disse que tudo começou por curiosidade e, sobretudo, por querer imitar o pai, mas não consegue parar. “Eu sei do mal que causa, porém não consigo parar. Já tentei uma vez, mas não resistir. Como eu nunca fiz uma consulta médica, não sinto nenhum problema respiratório ou cardiovascular”, finalizou.
ALERTA
Nessa edição, a campanha contra o tabagismo procurou a conscientização da população, quanto os aditivos inseridos nos cigarros, uma estratégia de marketing direcionada a atrair crianças e adolescentes. Além de embalagens coloridas e com designs elaborados, a indústria introduziu uma ampla variedade de aromas e sabores atraentes, capazes de mascarar o gosto amargo de todos os produtos derivados do tabaco.
De acordo com Viviane Filgueiras, gerente do Núcleo de Dantes Doenças e Agravos não Transmissíveis (NDantes), as indústrias especializadas têm se preocupado tornar o cigarro mais atraente e agradável ao paladar. “Esses aditivos aumentam, consequentemente, a possibilidade de causar danos à saúde.”, informou.
O cigarro envolve três tipos de dependência: a dependência física, psicológica e a comportamental. De acordo com a Vigitel, no Brasil de 2006 a 2010, o consumo de mais de 20 cigarros/dia tem aumentado, consideravelmente, entre as mulheres.
No público feminino no país, os números de fumantes saltaram de 32% para 3,6% da população brasileira. Enquanto nos homens tem reduzido significativa nesses quatro anos. O número de viciados de nicotina do sexo masculino no país caiu de 6,3 para 5,6.